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Técnicas Terapêuticas

Auriculoterapia francesa x chinesa: quais as diferenças e quando cada uma se aplica

Auriculoterapia francesa x chinesa: quais as diferenças e quando cada uma se aplica

A orelha é pequena, mas guarda uma das áreas mais fascinantes da terapêutica: a auriculoterapia, técnica que estimula pontos do pavilhão auricular. Quem começa a estudar o assunto logo descobre que existem duas grandes escolas, a chinesa e a francesa. Elas dialogam entre si, mas têm lógicas diferentes. Neste artigo você vai entender o que muda de uma para a outra e em que situação cada uma costuma fazer mais sentido na prática do terapeuta.

O ponto de partida: a orelha como um microssistema

Tanto a escola chinesa quanto a francesa trabalham com a ideia de microssistema: uma pequena região do corpo, no caso a orelha, que reúne pontos relacionados a diferentes áreas e funções. Por isso o estudo começa pela anatomia do pavilhão auricular e pela localização dos pontos. Conhecer bem as partes da orelha é o que permite ao terapeuta se orientar com segurança, qualquer que seja a escola escolhida.

A escola chinesa: a orelha dentro da Medicina Tradicional Chinesa

Na auriculoterapia chinesa, a orelha é lida à luz da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Isso significa que o raciocínio passa pelos pilares da MTC: a teoria Yin-Yang, a teoria dos Cinco Movimentos, o Qì e o Xue (Sangue), a teoria Zang-Fu (os órgãos internos) e as emoções na visão da MTC. A pessoa é vista de forma integral, e a orelha é uma porta de entrada para esse olhar.

Na prática, o estudo da escola chinesa inclui o diagnóstico auricular, a abordagem clínica com anamnese e uma boa variedade de recursos de tratamento:

  • agulhamento;
  • moxaterapia;
  • sangria auricular;
  • aplicação de sementes e esferas;
  • magnetoterapia;
  • técnicas complementares.

Por reunir fundamentos amplos da MTC, essa escola costuma ser uma boa porta de entrada para quem quer construir uma base sólida e ter vários recursos à disposição na hora de atender.

A escola francesa: foco nos pontos e nas combinações

A auriculoterapia francesa tem um olhar mais direcionado ao microssistema auricular em si. Seu estudo passa pelo histórico da técnica, pela etiologia, pela localização dos pontos, pelos pontos mestres, pelas indicações e funções de cada ponto e pelas combinações eficazes entre eles. Os instrumentos também ganham destaque: entre as agulhas, aparecem as clássicas e as ASP.

É uma escola muito apreciada por quem já tem familiaridade com a área da saúde e quer aprofundar o raciocínio de escolha e combinação de pontos para queixas frequentes no consultório, como ansiedade, obesidade, tabagismo, depressão, vícios e enxaqueca, temas que costumam ser discutidos nos estudos dessa linha.

Quando cada uma se aplica

Não existe uma escola "melhor": existe a que se encaixa no seu momento e no seu objetivo.

  • Quer começar do zero e entender o todo? A escola chinesa, com a base da MTC, o diagnóstico auricular e os vários métodos de tratamento, costuma ser o caminho mais completo. No Instituto Long Tao, o curso de formação livre em Auriculoterapia Chinesa tem 72 horas, dura 6 meses e pede apenas ensino médio completo.
  • Já atua ou estuda na área da saúde e quer refinar o uso dos pontos? A escola francesa, com foco em pontos mestres, funções e combinações, é um aperfeiçoamento direto. O curso do Instituto tem 16 horas, em um final de semana, e é voltado a estudantes e profissionais da saúde, terapeutas, naturopatas e acupunturistas.
  • Já estudou auriculoterapia e quer se aprofundar na avaliação da orelha? O curso EAD de Diagnóstico Auricular, com a Profa. Silvana Hechem Navarro, ensina a observar a orelha e perceber desequilíbrios físicos e emocionais, com videoaulas, apostila e slides e acesso online no seu ritmo. É indicado para estudantes e profissionais de auriculoterapia.
  • Quer o melhor dos dois mundos? Muitos terapeutas estudam as duas escolas, justamente porque uma complementa a outra. Inclusive, a comparação entre elas faz parte do conteúdo programático dos dois cursos.

Dicas rápidas para se aproximar da técnica em casa

Você não precisa de nenhum material especial para começar a se familiarizar com a auriculoterapia. Algumas ideias simples:

  • Observe o pavilhão auricular: em frente ao espelho, reconheça com calma as curvas e regiões da orelha. É o primeiro passo do estudo da anatomia auricular.
  • Toque com delicadeza: massagear suavemente as orelhas é um gesto de autocuidado que muita gente acha relaxante. Sem força e sem desconforto.
  • Monte seu caderno de estudos: anote o que é yin e yang, os cinco movimentos e as emoções na visão da MTC. Esse vocabulário será útil em qualquer escola.
  • Conheça os materiais: agulhas, sementes e esferas têm usos diferentes, e a aplicação deve ser feita por quem tem formação.

Venha aprender com a gente

Se a orelha despertou a sua curiosidade, o Instituto Long Tao tem um caminho para cada momento: a formação livre em Auriculoterapia Chinesa, o aperfeiçoamento em Auriculoterapia Francesa e o curso EAD de Diagnóstico Auricular. Conheça os conteúdos, as turmas e as condições na página de cursos: institutolongtao.com.br/cursos-presenciais. O Diagnóstico Auricular está na plataforma EAD: conheça o curso online. Será um prazer receber você.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de sintomas persistentes, procure atendimento profissional.

Conteúdo informativo, não substitui consulta com profissional de saúde.

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