{"id":671,"date":"2020-06-19T08:00:17","date_gmt":"2020-06-19T11:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutolongtao.com.br\/blog\/?p=671"},"modified":"2020-11-13T17:45:19","modified_gmt":"2020-11-13T20:45:19","slug":"depressao-por-aline-cristina-fadini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/2020\/06\/19\/depressao-por-aline-cristina-fadini\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o &#8211; Por Aline Cristina Fadini"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 5 minutos<\/small><\/p> \n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG-1024x665.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2190\" width=\"548\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG-1024x665.jpg 1024w, https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG-300x195.jpg 300w, https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG-768x499.jpg 768w, https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG-370x240.jpg 370w, https:\/\/institutolongtao.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Depress\u00e3o-BLOG.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a depress\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depress\u00e3o como&nbsp;a doen\u00e7a do s\u00e9culo, depress\u00e3o como sintoma, depress\u00e3o como estado melanc\u00f3lico. Este tema tem&nbsp;sido cada vez mais presente em nosso cotidiano. Independente do diagn\u00f3stico ou causa principal, vemos o estado depressivo&nbsp;acometer idosos e crian\u00e7as, doentes e&nbsp;saud\u00e1veis, sem pr\u00e9vio crit\u00e9rio e previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos falar sobre as emo\u00e7\u00f5es que temos vivenciado&nbsp;em comum, sobre as emo\u00e7\u00f5es que emergiram&nbsp;em uma&nbsp;cultura&nbsp;\u00e0 qual todos n\u00f3s pertencemos. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia dividirmos experi\u00eancias semelhantes que nos provocam rea\u00e7\u00f5es parecidas. Somos todos seres humanos e, sendo de uma mesma esp\u00e9cie, evolu\u00edmos f\u00edsica e emocionalmente conforme as experi\u00eancias individuais e&nbsp;pertencentes a&nbsp;um grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos temos sido acometidos, cedo ou tarde, a um per\u00edodo depressivo, um estado de desconhecimento de si mesmo, uma fase escura. Deixando de lado os termos t\u00e9cnicos, os tratamentos alternativos e\/ou cren\u00e7as religiosas; podemos falar sobre esta experi\u00eancia como uma escurid\u00e3o que atingiu ou ainda atingira&nbsp;a todos n\u00f3s, afetando nosso cora\u00e7\u00e3o, pensamentos e corpo f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre nossa cultura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que, n\u00e3o fomos ensinados a lidar com&nbsp;nada disso.&nbsp;N\u00e3o fomos ensinados a desenvolver nossa intui\u00e7\u00e3o e a evoluir como esp\u00e9cie. Fomos ensinados a&nbsp;trilhar uma vida pr\u00e9-programada, seguindo padr\u00f5es e valores pr\u00e9-existentes. Muitos chegam a um ponto que, ap\u00f3s cumprir a lista do que &#8220;deveriam&#8221; fazer, n\u00e3o encontram nenhum sentimento de conquista ou realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fomos ensinados a obedecer \u00e0s regras e autoridades, a&nbsp;rotular pessoas e situa\u00e7\u00f5es.&nbsp;Sendo assim, n\u00e3o toleramos o erro, n\u00e3o compreendemos o diferente, n\u00e3o desenvolvemos a resili\u00eancia perante o inesperado e raramente&nbsp;\u00e9 poss\u00edvel&nbsp;sustentar habilidades essenciais como&nbsp;compaix\u00e3o, perd\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00f3s fomos educados e condicionados a categorizar pessoas e experi\u00eancias como adequadas e inadequadas, como poder\u00edamos ainda pertencer a um grupo (aonde crescimento \u00e9 fundamental) se n\u00e3o toleramos o erro? Se n\u00e3o fomos ensinados a amar&nbsp;e aceitar o outro com suas limita\u00e7\u00f5es e desacertos, fica imposs\u00edvel amar a si mesmo&nbsp;quando N\u00d3S estivermos na posi\u00e7\u00e3o de quem erra e tem limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reconhecendo a escurid\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E esse momento h\u00e1 de chegar, cedo ou tarde. Esse momento \u00e9 a escurid\u00e3o. De in\u00edcio, resistimos ao que est\u00e1 acontecendo. A avalanche de emo\u00e7\u00f5es aumenta&nbsp;conforme tentamos nos entorpecer com&nbsp;rem\u00e9dios e\/ou&nbsp; enquanto nos vitimizamos atribuindo a \u201cculpa\u201d de nossa situa\u00e7\u00e3o a um acontecimento ou pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Queremos que as coisas sejam como eram antes e&nbsp;sentimos falta daquela pessoa que costum\u00e1vamos ser. Por\u00e9m, aquela pessoa que costum\u00e1vamos ser, foi quem nos trouxe at\u00e9 aqui. O segredo \u00e9 n\u00e3o fugir da escurid\u00e3o, e sim, abra\u00e7a-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abrace a escurid\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pode n\u00e3o parecer, mas o momento \u00e9 de fato uma oportunidade. Existem grandiosidade e sabedoria dentro de voc\u00ea.&nbsp;Seu corpo sabe disso, e quer que voc\u00ea se cure. Seu corpo sabe que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 aquilo que voc\u00ea pensa, n\u00e3o \u00e9 aquilo que voc\u00ea&nbsp;viveu at\u00e9 agora e,&nbsp;acima de tudo, n\u00e3o \u00e9 aquela pessoa que achou que fosse.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pessoa \u00e9 uma identidade apenas, formada por uma cultura e por&nbsp;um conjunto de experi\u00eancias.&nbsp;Assim, seu corpo&nbsp;vai chamar sua aten\u00e7\u00e3o da forma que pode, at\u00e9 consegui-la. Ele quer que voc\u00ea seja quem verdadeiramente \u00e9. Escute!<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente sabemos que, n\u00e3o s\u00e3o os momentos felizes que nos fazem humildes e abertos a nos transformarmos. Os momentos felizes refor\u00e7am nosso ego, nosso falso-eu. Refor\u00e7am a ideia que temos controle sobre as coisas, que somos poderosos e inating\u00edveis. A dor vem pra relembrar nossa natureza humana, nossa verdadeira ess\u00eancia.&nbsp;A dor nos faz humilde, nos faz baixar guardas e reavaliarmos se as coisas s\u00e3o mesmo assim.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o momento para abandonar todas suas ideias e convic\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 momento de renascer, j\u00e1 que seu antigo-eu, ou falso-eu, n\u00e3o deu conta do recado. Seu falso-eu foi criado para se encaixar num sistema. Seu verdadeiro eu, por outro lado, veio para acrescentar mais de si a qualquer sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea n\u00e3o foge da escurid\u00e3o, voc\u00ea entra nela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comece por aquilo que voc\u00ea pensa que sabe. Sua opini\u00e3o&nbsp;a respeito do outro \u00e9 um bom come\u00e7o sobre o que pensa de si mesmo e o que precisa ser curado. Sua experi\u00eancia at\u00e9 agora precisa ser reavaliada, talvez as coisas n\u00e3o tenham sido como voc\u00ea achou que fossem.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a escurid\u00e3o, voc\u00ea precisa ressignificar sua experi\u00eancia de vida, sua hist\u00f3ria. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio voltar ao passado em alguns momentos cruciais e&nbsp;olhar por outra perspectiva: Talvez voc\u00ea n\u00e3o tenha sido uma vitima naquela situa\u00e7\u00e3o. Talvez aquela pessoa que voc\u00ea condenou n\u00e3o estava t\u00e3o errada sobre voc\u00ea. Talvez seus pais fizeram o que podiam, e acredite, todos eles fazem o que podem.<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7a as perguntas certas, seu verdadeiro-eu sabe a resposta. Quanto maior sua raiva, m\u00e1goa ou rancor a respeito de algu\u00e9m ou de uma situa\u00e7\u00e3o, maior seu trabalho naquele aspecto. Avalie, ressignifique e ent\u00e3o largue o assunto. Perdoe a situa\u00e7\u00e3o, perdoe as pessoas envolvidas, perdoe a si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiba que voc\u00ea esta criando uma nova consci\u00eancia. Voc\u00ea poder\u00e1 reconhecer a grandeza de si mesmo e das pessoas&nbsp;a respeito de tudo. Vai perceber que est\u00e1 no caminho certo quando sua percep\u00e7\u00e3o for aumentando e&nbsp;sua compaix\u00e3o substituindo o lugar do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea aprender a amar e respeitar a escurid\u00e3o em voc\u00ea, perceber\u00e1&nbsp;a grande professora que ela \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Abrace a escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aline Cristina Fadini \u2013&nbsp;<em>Psic\u00f3loga Cl\u00ednica (CRP-SP 06\/138647).<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 5 minutos<\/small> Sobre a depress\u00e3o Depress\u00e3o como&nbsp;a doen\u00e7a do s\u00e9culo, depress\u00e3o como sintoma, depress\u00e3o como estado melanc\u00f3lico. 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